segunda-feira, 10 de abril de 2017

Fármacos da gestação e lactação

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Antes do evento da talidomida prevalecia a idéia, ou dogma, de que o desenvolvimento embrionário de mamíferos, ocorrendo no interior do útero materno, estaria relativamente protegido de efeitos embriotóxicos de agentes ambientais. Neste sentido os efeitos adversos possíveis seriam do tipo “tudo ou nada”: ou o estímulo ambiental seria suficientemente drástico para matar o embrião ou este não seria afetado e o desenvolvimento intra-uterino prosseguiria sem seqüelas (Wilson, 1977).
Após o nascimento de crianças com malformações severas em conseqüência do uso de um medicamento no início da gravidez, na ausência de qualquer evidência de toxicidade materna, ocorreu aparentemente uma inversão do dogma anterior: em principio nenhum medicamento seria seguro para o embrião. Uma implicação prática desta presunção de vulnerabilidade é que, via de regra, não se considera eticamente aceitável realizar estudos clínicos de novos medicamentos em mulheres grávidas.
 Assim sendo, na maioria dos casos, quando os fármacos chegam ao mercado, as únicas evidências disponíveis sobre a segurança do uso na gestação são aquelas oriundas de estudos não-clínicos de toxicidade reprodutiva. Como a extrapolação de dados obtidos em animais para o homem é cercada de incertezas e persiste a dificuldade ética de realizar ensaios clínicos, as dúvidas quanto aos riscos para o concepto convivem com a necessidade prática de tratar mulheres grávidas que apresentem doenças. Assim, na maioria dos casos, as informações iniciais sobre segurança durante a gravidez humana vêm do empirismo. 
Vimos na aula que justamente por esta falta de estudos sobre a utilização de medicamentos durante a gestação, deparamo-nos com um problema de saúde pública por falta de informações suficientes para embasar terapias para estas mulheres. Por isso, é necessário que se faça uma vigilância tanto do uso quanto dos efeitos apresentados.
Também foi exposto sobre a classificação de risco gestacional de acordo com o FDA, onde pudemos conhecer esta classificação de acordo com os estudos realizados ou não em animais e humanos e demonstrando evidências ou não de teratogenia. Isso é muito importante para que possamos compreender os riscos de acordo com as evidências existentes e a partir disso poder prestar uma melhor assistência como enfermeira residente em neonatologia.



REFERÊNCIA

OSORIO-DE-CASTRO, C. G. S; PAUMGARTTEN F. J. R; SILVER, L. D. . O uso de medicamentos na gravidez. Ciência & Saúde Coletiva, 9(4):987-996, 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csc/v9n4/a19v9n4.pdf>. Acesso em 10 abr. 2017.

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