

QUESTÃO1.
Combivir está indicado na terapêutica de associação antirretroviral para o tratamento da infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Cada comprimido revestido por película contém 150 mg de lamivudina e 300 mg de zidovudina.
Combivir está indicado na terapêutica de associação antirretroviral para o tratamento da infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Cada comprimido revestido por película contém 150 mg de lamivudina e 300 mg de zidovudina.
Efeitos indesejáveis
Foram notificadas reações adversas durante o tratamento da infeção VIH com lamivudina e
zidovudina, em separado ou em associação. Para muitos destes efeitos não é claro se estão
relacionados com lamivudina, zidovudina ou com a grande variedade de medicamentos
utilizados no tratamento da infeção VIH, ou se são o resultado do processo da doença
subjacente.
Como Combivir contém lamivudina e zidovudina, pode esperar-se o tipo e gravidade das
reações adversas associadas a cada um dos dois compostos isoladamente. Não há evidência de
toxicidade adicional após administração concomitante dos dois compostos.
Foram notificados casos de acidose láctica, por vezes fatais, normalmente associada com
hepatomegalia grave e esteatose hepática, com a utilização de análogos de nucleósido.
A terapêutica de associação antirretrovírica foi associada à redistribuição do tecido adiposo
corporal (lipodistrofia) em doentes infetados pelo VIH, incluindo a perda da camada adiposa
subcutânea periférica e facial, aumento de tecido adiposo intra-abdominal e visceral, hipertrofia
mamária e acumulação de gordura dorsocervical (nuca de búfalo).
A terapêutica de associação antirretrovírica foi associada a alterações metabólicas, tais como
hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia, resistência à insulina, hiperglicemia e
hiperlactacidemia.
Em doentes infetados pelo VIH com deficiência imunológica grave à data de início da
terapêutica antirretroviral combinada (TARC), pode ocorrer uma reação inflamatória a infeções
oportunistas assintomáticas ou residuais. Tem sido relatada a ocorrência de doenças autoimunes
(tais como Doença de Graves) na configuração de reativação imunológica; contudo, o tempo
relatado para o início é mais variável e estas situações podem ocorrer vários meses após o início
do tratamento. Foram notificados casos de osteonecrose, particularmente em doentes com fatores de risco
identificados, doença por VIH avançada ou exposição prolongada a terapêutica antirretroviral
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combinada (TARC). A sua frequência é desconhecida.
Lamivudina:
As reações adversas consideradas no mínimo com nexo de causalidade possível com o
tratamento estão listados abaixo, segundo a classificação por sistema orgânico, classe órgão e
frequência absoluta. Estas frequências estão definidas como Muito frequentes (≥1/10),
Frequentes ≥1/100 a <1/10), Pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100), Raros (≥1/10000 a <1/1000)
e Muito raros (<1/10000). Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de
gravidade dentro de cada classe de frequência.
Doenças do sangue e do sistema linfático
Pouco frequentes: Neutropenia e anemia (ambas ocasionalmente graves), trombocitopenia
Muito raros: Aplasia pura a células vermelhas
Doenças do sistema nervoso
Frequentes: Cefaleias, insônias
Muito raros: Neuropatia periférica (ou parestesia)
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino
Frequentes: Tosse, sintomas nasais
Doenças gastrointestinais
Frequentes: Náuseas, vômitos, dor abdominal ou cólicas, diarreia
Raros: Pancreatite, aumento da amilase sérica
Afeções hepatobiliares
Pouco frequentes: Aumento transitório das enzimas hepáticas (AST, ALT)
Raros: Hepatite
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas
Frequentes: Erupções cutâneas, alopécia
Raros: Angioedema
Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos
Frequentes: Artralgia, alterações musculares
Raros: Rabdomiólise
Perturbações gerais e alterações no local de administração
Frequentes: fadiga, mal-estar geral, febre
Zidovudina:
O perfil de reações adversas parece ser semelhante em adultos e adolescentes. As reações
adversas mais graves incluem anemia (a qual pode requerer transfusão), neutropenia e
leucopenia, as quais ocorrem mais frequentemente com doses elevadas (1200-1500 mg por dia)
e em doentes com infeção VIH avançada (especialmente quando a reserva da medula óssea é
pobre antes do tratamento) e especialmente em doentes com valores de CD4 inferiores a
100/mm³.
A incidência de neutropenia foi também aumentada nos doentes cujo número de neutrófilos,
níveis de hemoglobina e níveis séricos de vitamina B12 eram baixos no início da terapêutica
com zidovudina.
As reações adversas consideradas no mínimo com nexo de causalidade possível com o
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tratamento estão listadas abaixo, segundo a classificação por sistema orgânico, classe orgão e
frequência absoluta. Estas frequências estão definidas como Muito frequentes (≥1/10),
Frequentes (≥1/100 a <1/10), Pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100), Raros (≥1/10,000 a
<1/1000) e Muito raros (≥ a1/10,000, <1/1000). Os efeitos indesejáveis são apresentados por
ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.
Doenças do sangue e do sistema linfático
Frequentes: Neutropenia e leucopenia, anemia
Pouco frequentes: Trombocitopenia e pancitopenia (com hipoplasia medular)
Raros: Aplasia pura a células vermelhas
Muito raros: Anemia aplástica
Doenças do metabolismo e da nutrição
Raros: Acidose láctica na ausência de hipoxemia, anorexia
Perturbações do foro psiquiátrico
Raros: Ansiedade e depressão
Doenças do sistema nervoso
Muito frequentes: Cefaleias
Frequentes: Vertigens
Raros: Insônia, parestesias, sonolência, perda de acuidade mental, convulsões
Cardiopatias
Raros: Cardiomiopatia
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino
Pouco frequentes: Dispneia
Raros: Tosse
Doenças gastrointestinais
Muito frequentes: Náuseas
Frequentes: Vômitos, dor abdominal e diarreia
Pouco frequentes: Flatulência
Raros: Pigmentação da mucosa oral, alteração do paladar e dispepsia. Pancreatite
Afeções hepatobiliares
Frequentes: Aumento sérico das enzimas hepáticas e da bilirrubina
Raros: Distúrbios hepáticos, tais como hepatomegalia grave com esteatose
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas
Pouco frequentes: Erupções cutâneas e prurido
Raros: Pigmentação da pele e unhas, urticária e sudação
Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos
Frequentes: Mialgia
Pouco frequentes: Miopatia
Doenças renais e urinárias
Raros: Frequência urinária
Doenças dos órgãos genitais e da mama
Raros: Ginecomastia
Perturbações gerais e alterações no local de administração
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Frequentes: Mal-estar geral
Pouco frequentes: Febre, dor generalizada e astenia
Raros: Calafrios, dor no peito e síndrome tipo influenza
A informação proveniente de ensaios controlados por placebo e de ensaios abertos, sugere que a
incidência de náuseas e outros efeitos adversos frequentemente notificados, diminui
consistentemente durante as primeiras semanas de terapêutica com zidovudina.
Nevirapina
Reações adversas
Reações de pele
Nos pacientes tratados com NEVIRAPINA ocorreram reações dermatológicas graves ou potencialmente letais, incluindo casos fatais. Essas reações dermatológicas incluíram casos de síndrome de StevensJohnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (NET) e síndrome de hipersensibilidade caracterizada por erupções cutâneas, sintomas constitucionais e comprometimentos viscerais. Os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados durante as primeiras 18 semanas de tratamento. Também devem ser minuciosamente monitorados se apresentarem uma ocorrência isolada de erupção cutânea. Deve ser permanentemente descontinuado se ocorrerem erupções cutâneas graves ou erupções cutâneas acompanhadas de sintomas constitucionais (tais como febre, erupções bolhosas, lesões bucais, conjuntivite, inchaços, dores musculares ou das articulações, mal-estar geral), incluindo síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica. NEVIRAPINA deve ser permanentemente descontinuado se ocorrerem reações de hipersensibilidade, caracterizadas por erupções cutâneas associadas a sintomas constitucionais e alterações viscerais tais como hepatite, eosinofilia, granulocitopenia e disfunção renal ou sinais de outras alterações viscerais. As erupções cutâneas constituem a principal reação adversa à nevirapina. A fase de introdução é indicada porque demonstrou diminuir a freqüência de erupções cutâneas. A maioria das erupções cutâneas associadas à nevirapina ocorre nas primeiras seis semanas de tratamento; portanto, os pacientes devem ser monitorados cuidadosamente em relação ao aparecimento de erupções cutâneas durante esse período. A dose não deve ser aumentada se alguma erupção cutânea aparecer durante a fase de introdução, até que as erupções cutâneas tenham desaparecido. Aparentemente, mulheres apresentam maiores riscos de desenvolverem reações cutâneas do que homens. Raros casos de rabdomiólise foram observados em pacientes com reações de pele e/ou de fígado associados à nevirapina.
Reações hepáticas
Ocorreu hepatotoxicidade grave ou potencialmente letal, incluindo hepatite fulminante fatal, em pacientes tratados com NEVIRAPINA. As primeiras 18 semanas de tratamento são um período crítico que requer cuidadosa monitoração. O risco de reações hepáticas é maior nas primeiras 6 semanas de tratamento. Contudo, o risco continua após esse período e, portanto, o tratamento requer monitoração freqüente. As reações hepáticas constituem uma importante toxicidade do medicamento NEVIRAPINA. O aumento de ALT ou AST para níveis acima de 2,5 vezes os limites superiores de referência e/ou infecção concomitante de hepatite B e/ou C no início do tratamento antirretroviral está associado a maior risco de eventos adversos hepáticos durante os tratamentos antirretrovirais em geral, incluindo os regimes de tratamento contendo nevirapina. Pacientes do sexo feminino e pacientes com maiores contagens de células CD4 estão expostos a maior risco de eventos adversos hepáticos. Raros casos de rabdomiólise foram observados em pacientes com reações de pele e/ou de fígado associados ao medicamento. Relatou-se hepatotoxicidade grave, incluindo insuficiência hepática com necessidade de transplante, nos pacientes não infectados com HIV e que receberam doses múltiplas de NEVIRAPINA na profilaxia pósexposição, uma indicação não aprovada e, portanto, enfaticamente não recomendada.
Nevirapina
Reações adversas
Reações de pele
Nos pacientes tratados com NEVIRAPINA ocorreram reações dermatológicas graves ou potencialmente letais, incluindo casos fatais. Essas reações dermatológicas incluíram casos de síndrome de StevensJohnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (NET) e síndrome de hipersensibilidade caracterizada por erupções cutâneas, sintomas constitucionais e comprometimentos viscerais. Os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados durante as primeiras 18 semanas de tratamento. Também devem ser minuciosamente monitorados se apresentarem uma ocorrência isolada de erupção cutânea. Deve ser permanentemente descontinuado se ocorrerem erupções cutâneas graves ou erupções cutâneas acompanhadas de sintomas constitucionais (tais como febre, erupções bolhosas, lesões bucais, conjuntivite, inchaços, dores musculares ou das articulações, mal-estar geral), incluindo síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica. NEVIRAPINA deve ser permanentemente descontinuado se ocorrerem reações de hipersensibilidade, caracterizadas por erupções cutâneas associadas a sintomas constitucionais e alterações viscerais tais como hepatite, eosinofilia, granulocitopenia e disfunção renal ou sinais de outras alterações viscerais. As erupções cutâneas constituem a principal reação adversa à nevirapina. A fase de introdução é indicada porque demonstrou diminuir a freqüência de erupções cutâneas. A maioria das erupções cutâneas associadas à nevirapina ocorre nas primeiras seis semanas de tratamento; portanto, os pacientes devem ser monitorados cuidadosamente em relação ao aparecimento de erupções cutâneas durante esse período. A dose não deve ser aumentada se alguma erupção cutânea aparecer durante a fase de introdução, até que as erupções cutâneas tenham desaparecido. Aparentemente, mulheres apresentam maiores riscos de desenvolverem reações cutâneas do que homens. Raros casos de rabdomiólise foram observados em pacientes com reações de pele e/ou de fígado associados à nevirapina.
Reações hepáticas
Ocorreu hepatotoxicidade grave ou potencialmente letal, incluindo hepatite fulminante fatal, em pacientes tratados com NEVIRAPINA. As primeiras 18 semanas de tratamento são um período crítico que requer cuidadosa monitoração. O risco de reações hepáticas é maior nas primeiras 6 semanas de tratamento. Contudo, o risco continua após esse período e, portanto, o tratamento requer monitoração freqüente. As reações hepáticas constituem uma importante toxicidade do medicamento NEVIRAPINA. O aumento de ALT ou AST para níveis acima de 2,5 vezes os limites superiores de referência e/ou infecção concomitante de hepatite B e/ou C no início do tratamento antirretroviral está associado a maior risco de eventos adversos hepáticos durante os tratamentos antirretrovirais em geral, incluindo os regimes de tratamento contendo nevirapina. Pacientes do sexo feminino e pacientes com maiores contagens de células CD4 estão expostos a maior risco de eventos adversos hepáticos. Raros casos de rabdomiólise foram observados em pacientes com reações de pele e/ou de fígado associados ao medicamento. Relatou-se hepatotoxicidade grave, incluindo insuficiência hepática com necessidade de transplante, nos pacientes não infectados com HIV e que receberam doses múltiplas de NEVIRAPINA na profilaxia pósexposição, uma indicação não aprovada e, portanto, enfaticamente não recomendada.
QUESTÃO 2
Aplicando o Algorítimo de Naranjo
https://ec.europa.eu/health/documents/community-register/2013/20130326125734/anx_125734_pt.pdf
http://www.far.fiocruz.br/wp-content/uploads/2016/09/Nevirapina.pdf
Aplicando o Algorítimo de Naranjo

Ao aplicar o algoritmo de Naranjo obtêm-se pontuação +7. As reações adversas do caso são classificadas como casualidade definida, pois ao suspender o medicamento há uma resposta padrão com melhora. Devido a ausência de algumas informações necessárias para a aplicação do algorítimo não foi possível uma avaliação completa e fidedigna.
QUESTÕES 3
Sindrome de Steves Johnson (SSJ) é uma doença causada por hipersensibilidade a
imunocomplexos e pode ser desencadeada por distintos
fármacos, infecções virais e neoplasia. Em metade
dos casos nenhuma etiologia é encontrada: as drogas
mais comuns são as sulfonamidas e penicilinas (26%)
e o agente infeccioso mais relacionado é o herpes simples
vírus (19,7%).
Os fármacos e as neoplasias são associados mais
freqüentemente nos adultos. Em crianças são relacionadas
mais freqüentemente as infecções; metade dos
pacientes com relato de SSJ tem recente infecção do
trato respiratório superior.
As drogas incluem penicilinas, sulfas, fenitoina (e anticonvulsantes
relacionados), carbamazepina, nevirapina
e outros inibidores da transcriptase reversa não nuclesosídeos,
barbitúricos, inibidores da cicloxygenase
2 (valdecoxib); as doenças virais relatadas incluem o
vírus herpes simples (HSV), HIV, Coxsackie, influenza,
hepatites, linfogranuloma venéreo, varíola; os agentes
bacterianos incluem o estreptococo beta hemolítico do
grupo A, difteria, brucelose, micobactérias, micoplasma,
tularemia, e febre tifóide; paracocidiodomicose,
dermatofitoses e histoplasmose são as possibilidades
fúngicas. A malária e o tricomonas foram relatados
como protozoários. Nas crianças, as enteroviroses e
Epstein Bar foram identificados. Vários carcinomas e linfomas também estão associados. A despeito das diversas
etiologias, a SJS é considerada idiopática em
até 25% a 50% dos casos.
O eritema cutâneo pode começar como máculas que
se tornam pápulas, vesículas, bolhas, placas de urticá-
ria ou eritema confluente. O centro dessas lesões pode
ser vesicular, purpúrico, ou necrótico. A lesão patognomônica
tem a aparência em “alvo”; podem evoluir,
coalescer, aumentar de tamanho e número; o sinal de
Nikolsky pode estar presente (desprendimento da pele
com leve fricção, tornando-a desnuda e suscetível à
infecção secundária.
Embora as lesões possam ocorrer em qualquer lugar;
a face, o pescoço e o tórax são geralmente mais afetados
na SSJ e são disseminadas na NET; a mucosa
pode apresentar eritema, edema, ulceração e necrose.
Pode estar presente no exame inicial: febre, hipotensão
postural, taquicardia, alteração nível de consciência,
ulceração de córnea, vulvovaginite/balanite, epistaxe e
coma.
O envolvimento ocular pode estar presente em 39% a
61% dos casos apresentando complicações que incluem
úlcera de córnea, uveíte anterior, panoftalmite.
Também não são raras as aderências gastrintestinais,
incontinência urinária, estenose vaginal, necrose tubular
renal, insuficiência renal, ulcerações de pele com
re-infecção e cicatrizes não estéticas.
REFERÊNCIAS
BULISANI,
A. C. P.; SANCHES, G. D.; GUIMARÃES, H. P. Síndrome de Stevens-Johnson e
Necrólise Epidérmica Tóxica em Medicina Intensiva. Revista Brasileira
de Terapia Intensiva, vol. 18, n. 3, Julho – Setembro, 2006. Disponível
em: <http://www.scielo.br/pdf/rbti/v18n3/v18n3a12.pdf> . Acesso em: 09 abr 2017.
https://ec.europa.eu/health/documents/community-register/2013/20130326125734/anx_125734_pt.pdf
http://www.far.fiocruz.br/wp-content/uploads/2016/09/Nevirapina.pdf
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