segunda-feira, 10 de abril de 2017

Drogas de abuso na Gestação e Lactação

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O tabaco é a segunda droga mais consumida entre a população jovem, devido às facilidades e estímulos para adquirir o produto e ao desconhecimento dos graves prejuízos causados à saúde dos fumantes, esse consumo do tabaco tornou-se o hábito de fumar um comportamento socialmente aceitável. A prova disso é que 90% dos fumantes começam a fumar antes dos 19 anos de idade. Enfrentar o problema do tabagismo feminino, é um desafio para a Saúde Pública no século XXI, sendo que é necessário entender o fenômeno globalmente e agir localmente, com estratégias inovadoras e mais adequadas.
O uso constante e descontrolado do etanol pode comprometer seriamente o funcionamento do organismo, levando a consequências irreversíveis. Depois do consumo essa substancia, é digerido no estômago e absorvido no intestino e através da corrente sanguínea suas moléculas são levadas ao cérebro. O uso prolongado do etanol pode prejudicar todos os órgãos, principalmente o fígado, que é responsável pela destruição das substâncias tóxicas ingeridas ou produzidas pelo corpo durante a digestão. Dessa forma com o uso abusivo, o fígado sofre uma sobrecarga para metabolizá-lo. Além disso, o abuso do dessa substância pode acarretar graves inflamações como: gastrite, hepatite alcoó- lica, pancreatite e neurite.
O etanol consumido pela gestante atravessa a barreira placentária, fazendo com que o feto seja exposto às mesmas concentrações do sangue materno. Contudo, a exposição fetal é maior, devido ao metabolismo e eliminação serem mais lentos, isso faz com que o líquido amniótico permaneça impregnado de dessa substância. Além disso, o uso e o abuso do etanol durante a gravidez está relacionado ao aumento do número de abortos e a fatores que podem comprometer o parto como, risco de infecções, deslocamento prematuro de placenta, hipertonia uterina, parto prematuro e presença de mecônio no líquido amniótico, colocando em risco a vida do feto e causando complicações na vida do recém-nascido.
 A maconha provavelmente seja a droga ilícita de maior consumo durante a gestação. Dentre os efeitos do uso da maconha, estão incluídos: diminui- ção da memória, perda da inibição, sensação de relaxamento ou euforia, alterações de percepção do tempo e espaço. Além disso, podem ocorrer alterações em outros sistemas do organismo como, aumento da freqüência cardíaca, vasodilatação, hiperemia conjuntival e aumento do apetite. Sendo que os efeitos mais significativos inclui o desenvolvimento cognitivo e emocional. Observam-se ainda coincidências entre o uso de maconha e o mau desenvolvimento do tubo neural do RN, além de possíveis anencefalias. 
É importante ressaltar que o cuidado com as gestantes dependente de álcool e de outras drogas é complexo e exige um preparo específico por parte dos enfermeiros. Os profissionais devem estar conscientes das características únicas de cada usuária. O principal obstáculo para o tratamento das mulheres dependentes, em geral, é o preconceito que sofrem por parte da própria comunidade.


REFERENCIA
MAIA, J. A; PEREIRA, L. A;  MENEZES, F. A. CONSEQUÊNCIAS DO USO DE DROGAS DURANTE A GRAVIDEZ. Revista Enfermagem Contemporânea. 2015 Jul./Dez.;4(2):121-128. Disponível em: <https://www5.bahiana.edu.br/index.php/enfermagem/article/viewFile/664/540>. Acesso em 10 abr. 2017.

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