O tabaco é a segunda droga mais consumida entre
a população jovem, devido às facilidades e estímulos
para adquirir o produto e ao desconhecimento
dos graves prejuízos causados à saúde dos
fumantes, esse consumo do tabaco tornou-se o
hábito de fumar um comportamento socialmente
aceitável. A prova disso é que 90% dos fumantes
começam a fumar antes dos 19 anos de idade. Enfrentar
o problema do tabagismo feminino, é um
desafio para a Saúde Pública no século XXI, sendo
que é necessário entender o fenômeno globalmente e agir localmente, com estratégias inovadoras e
mais adequadas.
O uso constante e descontrolado do etanol pode
comprometer seriamente o funcionamento do organismo,
levando a consequências irreversíveis.
Depois do consumo essa substancia, é digerido
no estômago e absorvido no intestino e através da
corrente sanguínea suas moléculas são levadas ao
cérebro. O uso prolongado do etanol pode prejudicar
todos os órgãos, principalmente o fígado, que
é responsável pela destruição das substâncias tóxicas
ingeridas ou produzidas pelo corpo durante a
digestão. Dessa forma com o uso abusivo, o fígado
sofre uma sobrecarga para metabolizá-lo. Além
disso, o abuso do dessa substância pode acarretar
graves inflamações como: gastrite, hepatite alcoó-
lica, pancreatite e neurite.
O etanol consumido pela gestante atravessa a
barreira placentária, fazendo com que o feto seja
exposto às mesmas concentrações do sangue materno.
Contudo, a exposição fetal é maior, devido ao
metabolismo e eliminação serem mais lentos, isso
faz com que o líquido amniótico permaneça impregnado
de dessa substância. Além disso, o uso e
o abuso do etanol durante a gravidez está relacionado
ao aumento do número de abortos e a fatores
que podem comprometer o parto como, risco de
infecções, deslocamento prematuro de placenta,
hipertonia uterina, parto prematuro e presença de
mecônio no líquido amniótico, colocando em risco
a vida do feto e causando complicações na vida do
recém-nascido.
A maconha provavelmente seja a droga ilícita de
maior consumo durante a gestação. Dentre os efeitos
do uso da maconha, estão incluídos: diminui-
ção da memória, perda da inibição, sensação de
relaxamento ou euforia, alterações de percepção
do tempo e espaço. Além disso, podem ocorrer alterações
em outros sistemas do organismo como,
aumento da freqüência cardíaca, vasodilatação, hiperemia
conjuntival e aumento do apetite. Sendo
que os efeitos mais significativos inclui o desenvolvimento cognitivo e emocional. Observam-se ainda
coincidências entre o uso de maconha e o mau
desenvolvimento do tubo neural do RN, além de
possíveis anencefalias.
É importante ressaltar que o cuidado com as
gestantes dependente de álcool e de outras drogas
é complexo e exige um preparo específico por parte
dos enfermeiros. Os profissionais devem estar
conscientes das características únicas de cada
usuária. O principal obstáculo para o tratamento das
mulheres dependentes, em geral, é o preconceito
que sofrem por parte da própria comunidade.
REFERENCIA
MAIA, J. A; PEREIRA, L. A; MENEZES, F. A. CONSEQUÊNCIAS DO USO DE
DROGAS DURANTE A GRAVIDEZ. Revista Enfermagem Contemporânea. 2015 Jul./Dez.;4(2):121-128. Disponível em: <https://www5.bahiana.edu.br/index.php/enfermagem/article/viewFile/664/540>. Acesso em 10 abr. 2017.
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