domingo, 9 de abril de 2017

Aula Farmacoterapia da febre, dor e inflamação


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A temperatura corporal é o resultado do balanço entre os mecanismos de produção e de eliminação do calor. No RN, sobretudo no pré-termo, pode ocorrer desequilíbrio desses mecanismos, com aumento nas perdas e limitação na produção.
A hipotermia no RN prematuro é motivo de grande preocupação. Além de ocorrer frequentemente, é fator de risco para pior prognóstico, aumentando a morbidade e a mortalidade neonatais. Assim, estratégias que previnam a perda de calor podem ter impacto na morbidade e mortalidade do RN, especialmente do pré-termo, e podem melhorar seu prognóstico.
Por outro lado, a hipertermia, apesar de muito menos frequente, também pode ocorrer, e suas consequências serão comentadas mais adiante.
Esta condição não é frequente em RN prematuros, mas são importantes os riscos da exposição fetal à febre materna e a associação entre hipertermia fetal/neonatal e lesão cerebral.
Na hipertermia de causa ambiental, o RN encontra-se menos ativo, com vasodilatação cutânea, postura em extensão e com temperaturas central e periférica iguais. RN prematuros são capazes de responder ao estresse do calor. Na sepse a vasoconstrição é frequente e as extremidades são, em geral, 2 a 3°C mais frias que o tronco. RN com sepse, meningite ou pneumonia podem apresentar temperatura acima de 38o C, porém é comum a ausência de febre, especialmente nos RN prematuros com quadro infeccioso, em que é mais comum a hipotermia.
A relevância da abordagem deste tema em aula está pautada na importância de se conhecer a farmacoterapia relacionada ao manejo da dor, febre e inflamação, pois, apesar de o médico ser o responsável por prescrever o tratamento, nós profissionais de enfermagem precisamos compreender os benefícios e possíveis efeitos adversos assim como as interações com outros medicamentos pelos quais somos responsáveis por administrar. Deste modo é possível realizar orientações à gestante e aos pais dos RN internados e também embasar nosso fazer através de condutas mais responsáveis, por exemplo, no aprazamento das medicações prescritas, na própria administração do fármaco de maneira correta e pela via correta.

REFERÊNCIAS
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. – Brasília : Ministério da Saúde, 2011. 4 v. : il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicas), Disponível em: http://www.redeblh.fiocruz.br/media/arn_v4.pdf. Acesso em 06/04/2017.



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