A temperatura corporal
é o resultado do balanço entre os mecanismos de produção e de
eliminação do calor. No RN, sobretudo no pré-termo, pode ocorrer
desequilíbrio desses mecanismos, com aumento nas perdas e limitação
na produção.
A hipotermia no RN
prematuro é motivo de grande preocupação. Além de ocorrer
frequentemente, é fator de risco para pior prognóstico, aumentando
a morbidade e a mortalidade neonatais. Assim, estratégias que
previnam a perda de calor podem ter impacto na morbidade e
mortalidade do RN, especialmente do pré-termo, e podem melhorar seu
prognóstico.
Por outro lado, a
hipertermia, apesar de muito menos frequente, também pode ocorrer, e
suas consequências serão comentadas mais adiante.
Esta condição não é
frequente em RN prematuros, mas são importantes os riscos da
exposição fetal à febre materna e a associação entre hipertermia
fetal/neonatal e lesão cerebral.
Na hipertermia de
causa ambiental, o RN encontra-se menos ativo, com vasodilatação
cutânea, postura em extensão e com temperaturas central e
periférica iguais. RN prematuros são capazes de responder ao
estresse do calor. Na sepse a vasoconstrição é frequente e as
extremidades são, em geral, 2 a 3°C mais frias que o tronco. RN com
sepse, meningite ou pneumonia podem apresentar temperatura acima de
38o C, porém é comum a ausência de febre, especialmente nos RN
prematuros com quadro infeccioso, em que é mais comum a hipotermia.
A relevância da
abordagem deste tema em aula está pautada na importância de se
conhecer a farmacoterapia relacionada ao manejo da dor, febre e
inflamação, pois, apesar de o médico ser o responsável por
prescrever o tratamento, nós profissionais de enfermagem precisamos
compreender os benefícios e possíveis efeitos adversos assim como
as interações com outros medicamentos pelos quais somos
responsáveis por administrar. Deste modo é possível realizar
orientações à gestante e aos pais dos RN internados e também
embasar nosso fazer através de condutas mais responsáveis, por
exemplo, no aprazamento das medicações prescritas, na própria
administração do fármaco de maneira correta e pela via correta.
REFERÊNCIAS
Brasil. Ministério da
Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas e Estratégicas. Atenção à saúde do recém-nascido:
guia para os profissionais de saúde / Ministério da Saúde,
Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações
Programáticas e Estratégicas. – Brasília : Ministério da Saúde,
2011. 4 v. : il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicas),
Disponível em: http://www.redeblh.fiocruz.br/media/arn_v4.pdf.
Acesso em 06/04/2017.
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